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O Centro Cultural do Cariri dedica uma programação especial para celebrar o legado da Beata Maria de Araújo

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Celebração do Aniversário da Beata Maria de Araújo no Centro Cultural do Cariri

Em homenagem ao aniversário da Beata Maria de Araújo, figura central do “Milagre de Juazeiro”, o Centro Cultural do Cariri Sérvulo Esmeraldo, em colaboração com o Instituto Mirante de Cultura e Arte, está participando da 1ª Semana Maria de Araújo, que ocorre de 20 a 24 de maio, junto com o Instituto Beata Maria de Araújo e o Movimento Pró-memória da Beata Maria de Araújo.

No dia 23 de maio, o Centro Cultural sediará a exibição e discussão “Onde estão os restos mortais da Beata?”, com Álisson Flor e a equipe da produtora Candieiros, na Sala de Formação 01, às 18h. Esta é uma oportunidade de refletir sobre o destino dos restos mortais da Beata, cujo túmulo foi violado em 22 de outubro de 1930, sem que até hoje tenha havido uma resposta oficial sobre a ordem do mandato de abertura ou o paradeiro de seus restos.

No dia 25, às 19h, no Bosque, haverá a apresentação do monólogo “Maria de Araújo e o Milagre de Juazeiro Do Norte”, interpretado por Rafa Moraes. Este monólogo confronta questões como racismo, sexismo, intolerância e perseguição religiosa e política, abordando o trágico desfecho da Beata, que, mesmo após sua morte, foi vítima de violência.

A Beata Maria de Araújo, nascida Maria Magdalena do Espírito Santo de Araújo, cresceu em Joaseiro, cujo ano exato de nascimento permanece desconhecido para os pesquisadores. Trabalhadora incansável, dedicou-se a ofícios como artesã, doceira, lavadeira e até mesmo contadora de tijolos em uma olaria. Aos 22 anos, após um retiro espiritual, passou a seguir os hábitos de freira e tornou-se uma missionária, sendo protagonista do famoso “milagre” que tornou Juazeiro do Norte um centro de peregrinação.

Faleceu em 17 de janeiro de 1914, após 20 anos de clausura por imposição da Igreja Católica. Seu túmulo foi violado em 1930, e seus restos mortais nunca foram encontrados.

Para contextualizar questões como o esquecimento da Beata Maria de Araújo, o Centro Cultural ofereceu o minicurso “Por que nos querem esquecidas? Memórias de mulheres em disputas e resistências”, facilitado pela professora Vitória Gomes, de 14 a 17 de maio. Este curso discutiu noções de memória e patrimônio sob uma perspectiva de gênero e descolonização, incentivando os participantes a refletirem sobre as desigualdades, falta de representatividade, silenciamento e invisibilidade enfrentadas pelas mulheres.

O Centro Cultural do Cariri, inaugurado em 1º de abril de 2022, é um espaço dedicado à promoção da arte, ciência e tecnologia, enraizado na tradição cultural e contemporaneidade. Localizado em Crato, Ceará, oferece uma ampla gama de atividades gratuitas para a comunidade, incluindo exposições, residências artísticas, espetáculos, e muito mais.

Endereço:
Av. Joaquim Pinheiro Bezerra de Menezes, 1, Gizélia Pinheiro (Batateiras), Crato, Ceará.

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