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Após análise do caso em plenário, o júri popular de Lavras da Mangabeira definiu, nesta segunda-feira (13/01), uma pena superior a quatro décadas de prisão para o cozinheiro Expedito Rosendo da Silva. A decisão seguiu o entendimento apresentado pelo Ministério Público do Ceará durante o julgamento, conduzido pelo promotor João Eder Lins.
A sentença fixou 41 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão. Além do crime contra a companheira, identificada pelas iniciais P.D.S., o réu também foi considerado culpado por tentar tirar a vida de G.S.J., um adolescente que mantinha vínculo próximo com a família e se encontrava no imóvel no momento dos fatos. O condenado permanecerá detido, sem autorização para aguardar recursos fora da prisão.
Segundo o que foi apurado pela Promotoria da comarca, os acontecimentos ocorreram em 26 de setembro de 2024, no bairro Cruzeiro. Naquela data, após um desentendimento relacionado ao horário de retorno da então companheira à residência, Expedito Rosendo atacou P.D.S. com uma faca, provocando sua morte. Na mesma sequência, o adolescente também foi ferido em uma tentativa de homicídio.
Com base nessas circunstâncias, o Ministério Público apresentou acusação por feminicídio, apontando motivação considerada reprovável, emprego de extrema violência e a impossibilidade de reação da vítima. Em relação ao jovem, a denúncia descreveu a intenção de matá-lo, associada ao contexto do crime praticado contra P.D.S.
O julgamento encerra a fase de responsabilização penal do caso em primeira instância e mantém o réu sob custódia, conforme determinado na sentença.






