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Com a chegada de sintomas como nariz entupido, dor de garganta e uma sensação de cansaço, muitas vezes surge a dúvida: será gripe ou resfriado? Ambas as doenças compartilham sintomas similares, o que pode tornar a diferenciação desafiadora. No entanto, entender as diferenças é fundamental para buscar o tratamento adequado e adotar medidas preventivas eficazes.

Causas e Sintomas

A Dra. Lisandra Damasceno, infectologista do Hospital São José (HSJ), explica que tanto a gripe quanto o resfriado são infecções respiratórias causadas por vírus. Enquanto a gripe é primariamente causada pelos vírus da Influenza A e B, o resfriado é desencadeado por outros vírus respiratórios, como o vírus sincicial respiratório, rinovírus e vírus da parainfluenza.

Infectologista do HSJ, Lisandra Damasceno recomenda que a pessoa procure um serviço de saúde caso sinta desconforto respiratório e tosses frequentes


A principal distinção entre as duas doenças reside na presença de febre elevada, característica distintiva da gripe. Na gripe, os sintomas são mais intensos, incluindo febre alta, dores no corpo, tosse, dor de garganta, dor de cabeça e coriza. Por outro lado, os sintomas do resfriado tendem a ser mais leves, com ausência de febre ou febre leve, congestão nasal, espirros, tosse seca e dor de garganta.

Além disso, a duração dos sintomas também pode ajudar na diferenciação: o resfriado geralmente dura de 5 a 7 dias, enquanto os sintomas da gripe podem persistir por 7 a 10 dias, podendo levar a complicações, especialmente em casos de febre persistente, dificuldade respiratória e tosse frequente.

Tratamento e Grupos de Risco

Ambas as doenças são autolimitadas, o que significa que geralmente têm baixa gravidade e curta duração. O tratamento visa aliviar os sintomas e geralmente envolve o uso de medicamentos como analgésicos e antitérmicos. No entanto, apenas a gripe possui um tratamento específico com antivirais, como o oseltamivir, recomendado especialmente para pacientes em grupos de risco.

Gestantes e puérperas nas primeiras duas semanas após o parto integram os grupos de risco para a gripe

Os grupos de risco para complicações da gripe incluem gestantes, puérperas (até duas semanas após o parto), idosos com 60 anos ou mais, crianças menores de 5 anos e pessoas com condições médicas subjacentes, como doenças hepáticas, renais, pulmonares, cardiovasculares e imunossupressoras.

Transmissão e Prevenção

Embora gripe e resfriado apresentem diferenças nos sintomas e riscos de complicações, a transmissão ocorre da mesma maneira: por contato direto pessoa a pessoa, principalmente em ambientes aglomerados. Gotículas respiratórias dispersas ao tossir, falar ou espirrar podem infectar pessoas saudáveis quando inaladas.

A prevenção é fundamental e inclui medidas como lavar as mãos regularmente com água e sabão ou álcool em gel, evitar contato próximo com pessoas doentes e usar máscara quando estiver doente. A etiqueta respiratória, que envolve cobrir a boca ou nariz ao tossir ou espirrar com o braço, também é recomendada para reduzir a propagação de vírus.

Em suma, compreender as diferenças entre gripe e resfriado, bem como adotar medidas preventivas adequadas, pode ajudar a proteger a saúde pessoal e coletiva durante os períodos de maior incidência dessas doenças respiratórias.

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