Foto: TJCE
Após julgamento no Tribunal do Júri, foi definida a responsabilização penal de dois irmãos acusados de um homicídio ocorrido no município do Crato. A decisão atendeu à denúncia apresentada pelo Ministério Público do Ceará e resultou em penas distintas para cada réu.
Audir Barboza Sampaio foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão. Já Cícero Barboza Sampaio recebeu pena de 18 anos e 9 meses de prisão. Ambos foram considerados culpados pela morte de Francisco Josué da Silva, conhecido como Jorge, motorista de micro-ônibus que trabalhava na linha Centro do Crato–Baixio das Palmeiras.
Com a sentença, o Juízo determinou o cumprimento imediato das penas em regime inicialmente fechado, com a expedição dos respectivos mandados de prisão. Audir não foi localizado após a decisão e é considerado foragido. Cícero, por sua vez, já se encontra recolhido desde 2022 na Penitenciária de Petrolina, em Pernambuco.
Conforme ficou estabelecido nos autos, o crime ocorreu quando a vítima foi abordada pelos irmãos enquanto estes estavam em uma motocicleta. Audir, que ocupava a garupa, efetuou um disparo de arma de fogo contra Jorge, que morreu no local. A ação ocorreu de forma inesperada, sem que a vítima tivesse possibilidade de reação.
A motivação, segundo a sentença, estaria ligada a um desentendimento antigo iniciado em 2010, envolvendo a acusação de um suposto furto de capacete, atribuído de maneira injusta ao motorista. O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo fútil e do uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, fundamentos que pesaram na dosimetria das penas aplicadas.






