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Próximo de completar 50 anos de inauguração, o Romeirão passa por sua primeira grande reforma (ou reconstrução). Iniciada no mês de setembro, sua obra de ampliação para se tornar uma “arena multiúso” alcança cerca 10% de execução e está dentro do cronograma. A capacidade, que pelas atuais normas de segurança era de 10 mil pessoas, será ampliada para 17 mil.

O equipamento está orçado em R$ 69,5 milhões e deve ser entregue no meio do ano de 2021. A praça esportiva será modernizada, receberá um gramado totalmente novo, seguindo o padrão adotado pela Federação Internacional de Futebol (Fifa). Além da ampliação das arquibancadas, será implantada área de shopping, com museu do futebol, restaurante, lanchonetes, banheiros e estacionamento. O prédio também terá salas de administração e apoio, camarotes, cinco vestiários e cabines de imprensa. A chegada dos atletas ao estádio será por subsolo.

Para preservar a memória do antigo estádio, parte da arquibancada do setor das cabines de imprensa será mantida, modernizada e ampliada. A disposição do espaço do campo de jogo ficará dois metros abaixo do que estava anteriormente para garantir a visão de todos os torcedores. Com este serviço, ainda serão melhoradas as estruturas do sistema de drenagem.

Apesar de faltar ainda um ano e meio para a conclusão da obra, sua inauguração já tem gerado expectativa. Na Câmara Municipal, o vereador Demontier Agra apresentou um requerimento verbal à Casa sugerindo que o Flamengo, atual campeão brasileiro e continental, seja convidado para a primeira partida da nova arena. A mensagem foi direcionada ao governador Camilo Santana.

Maior artilheiro do Estádio Romeirão, com 72 gols, o ex-jogador Geraldino Saravá, ídolo de Icasa e Fortaleza, acredita que a obra será muito importante para o Município. “É um projeto muito grande. Já estava na hora de ter alguma mudança”, acredita. Contudo, ex-atacante ressalta a importância de manter um espaço de memória, previsto no projeto, assim como na Arena Castelão. “É necessário resgatar o passado”, completa.

Má fase

A grande incógnita do projeto da Arena Romeirão é o atual momento dos clubes. O Guarani, que esteve na elite do Campeonato Cearense, neste ano, foi rebaixado. O Leão do Mercado se junta ao Icasa, que está há três anos na Segundona estadual. Além deles, o caçula Campo Grande, que se profissionalizou apenas em 2015, representa Juazeiro do Norte. “Uma arena em Juazeiro sem o Icasa grande, forte, não tem sentido de existir. É o time de grande torcida, grande cidade”, ressalta o novo gerente de futebol do Verdão, Kleber Lavor. No última edição da Série B do Campeonato Cearense, o clube teve um público total de apenas 2.234 pessoas em cinco jogos, que dá uma média de 447 torcedores por partida. O número fica abaixo até do time do Crato, da cidade vizinha, que teve média de 610 torcedores por partida, em seis jogos.

Por Diário do Nordeste / FOTO: Antônio Rodrigues

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