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Jorge Bandeira, 36 anos, que trabalha com modelagem e impressão 3D, está produzindo máscaras para doar à Secretaria Municipal de Saúde e ao Hospital Regional do Cariri, referência no atendimento a casos suspeitos da Covid-19 no Sul do estado. As máscaras são produzidas em folha de acetato, que cobre todo o rosto, e impressas em 3D.  Na Itália, mostraram eficiência ao evitar que profissionais de saúde tocassem a própria face e ao proteger do contágio por saliva, via tosse ou espirro de pacientes infectados. Outra vantagem dos escudos faciais (face shields) é a reutilização. Podem ser lavados com água e sabão ou álcool em gel.

Segundo Jorge, a produção dobrou essa semana, mas ainda é lenta. São dez por dia. Cada uma poderia custar cerca de 30 reais, se ele fosse cobrar. “Primeiro, estou imprimindo as estruturas das máscaras para depois fazer um único corte dos acetatos. Minha esposa está me ajudando. Não cobraremos nada. Não é hora para se aproveitar da situação. Precisamos nos ajudar mutuamente”, diz.

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