Na noite desta quarta-feira (9), Ciro Gomes (PSDB) e Elmano de Freitas (PT) subiram ao palco do debate promovido pelo PontoPoder, da TV Diário e Diário do Nordeste, em Fortaleza, e o clima esquentou logo no início. Em quatro blocos de perguntas e propostas, os candidatos debateram saúde, educação, moradia, emprego e meio ambiente — mas o que mais chamou a atenção foram as acusações cruzadas, as chamadas de “mentira” e até o momento em que os dois chegaram a levantar os dedos um na cara do outro durante a discussão sobre aliados investigados por corrupção.
Logo no primeiro bloco, Ciro abriu fogo questionando Elmano sobre a gestão do Instituto Mirante, sobre imóveis ligados a aliados do petista e sobre o ex-prefeito de Choró, Bebeto Queiroz, foragido há mais de um ano. Elmano rebateu chamando as acusações de calúnia e mentira, devolvendo as críticas com acusações sobre aliados de Ciro que também respondem a investigações. A troca foi tão forte que os candidatos chegaram a apontar o dedo na cara um do outro ao vivo, mostrando o quanto a disputa está acirrada.
Quando o assunto foi saúde, Ciro criticou a gestão do governo dizendo que não foi concluído nem um hospital regional e que prédios bonitos não significam atendimento de qualidade. Elmano respondeu listando obras e serviços espalhados pelo interior — em Crateús, Iguatu, Baturité, Jaguaribe e Quixeramobim — e acusou o adversário de misturar mentira com desconhecimento. Na educação, o tucano foi cobrado sobre o uso de televisões em salas de aula décadas atrás e rebateu que foi uma medida de emergência para não deixar aluno sem aula. Sobre moradia, a briga foi por números: Ciro duvidou dos 70 mil imóveis citados por Elmano e disse que o governo contou casas financiadas pelo povo como se fossem doadas; o petista devolveu cobrando o período de Jair Bolsonaro, quando não vieram recursos federais.
Os temas política para as mulheres e meio ambiente também renderam troca de acusações. Enquanto um citou aumento de feminicídios, o outro apresentou dados de queda e rede de proteção. Sobre lixões e aterros sanitários, Ciro cobrou soluções paradas há anos e Elmano apresentou números de fechamentos desde que assumiu o governo. No campo do emprego e economia, Elmano falou de melhor momento e investimentos vindos para o Ceará; Ciro rebateu dizendo que os bons números são do setor privado e que o salário médio no estado está entre os piores do Brasil.
Ao final, cada um teve um minuto e meio para as considerações finais. Elmano apresentou-se como parte de um projeto de crescimento junto ao governo federal e ao lado do presidente Lula, pedindo voto com o número 13. Ciro pediu a chance de mudar o Ceará, citou queda na renda e segurança pública fragilizada, e disse que o estado precisa de outro caminho. O debate deixou claro: são dois projetos diferentes e a disputa segue quente até o dia da eleição!





