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Bares e restaurantes pedem para operar com 100% da capacidade no Cariri

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O segmento de alimentação fora do lar voltou a pedir que nas novas medidas de flexibilização de atividades econômicas, que devem ser anunciadas pelo governador Camilo Santana (PT) nesta sexta-feira (6). A categoria exige que esteja contemplado o retorno da operação de bares e restaurantes com 100% de sua capacidade de atendimento, sendo que atualmente trabalham com metade desse percentual no Cariri e no Ceará.

O apelo foi feito pelo presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Ceará (Abrasel-CE), Taiene Righetto. Ainda segundo ele, outras duas reivindicações do setor são a ampliação do horário de funcionamento dos estabelecimentos de 23h, para meia noite, e do número de pessoas por mesa, de 6 para 8.

As declarações foram feitas também no contexto da discussão sobre o fim do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm), do Governo Federal, previsto para acontecer no dia 25 deste mês. “Hoje, quase 60% da mão de obra no nosso setor está com contratos suspensos. O programa nasceu de uma proposta da Abrasel, beneficiou muitos setores e salvou muitos empregos, mas é difícil pensar em pedir uma reedição dele, considerando que apenas três estados, Ceará, Sergipe e Minas Gerais estão com restrições mais fortes. Mas, nessa segunda onda da pandemia, ele demorou muito para vir”, explicou.

Para Diego Santos, dono de um restaurante e bar no bairro Novo Juazeiro, em Juazeiro do Norte, a medida de ampliação do horário é essencial visto todos os outros artifícios estarem sendo prejudiciais para o funcionamento de estabelecimentos noturnos. “Já tivemos diversos direitos violados e ainda temos que funcionar com horário reduzido, sendo que não há hora específica para que haja disseminação de um vírus. A consciência que temos é operar no horário que é previsto para qualquer estabelecimento, mantendo todas as medidas de segurança e distanciamento. Espero realmente que Camilo possa entender isso e finalmente poder fazer algo que nos ajude”, completa.

O diretor técnico do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Ceará (Sebrae-CE), Alci Porto, e o conselheiro titular da Ordem dos Advogados do Brasil Secção Ceará (OAB-CE), Roberto Vieira, também emitiram declarações. Segundo Alci Porto, no processo de encerramento do BEm o empresariado precisa acompanhar a mudança no comportamento dos consumidores, que estão utilizando cada vez mais as plataformas digitais. “Sem a pandemia, essas transformações talvez levariam ainda cinco anos para ocorrer”, avalia.

Ele acrescenta que “as compras pela internet aumentaram 65% em um ano, no que se refere às pequenas empresas. E se o cliente é digital não dá para o empreendedor ser analógico. Como se diz popularmente, ‘dinheiro não aceita desaforo’.

Por sua vez, Roberto Vieira o fim abrupto do programa pode gerar ainda mais desemprego. Ele defendeu que haja um encerramento gradual do programa, levando em conta a realidade de cada setor da economia. O conselheiro titular da OAB-CE afirmou, no entanto, que algumas mudanças nas relações de trabalho ocorridas durante a pandemia devem permanecer.

Com informações de O Povo Online

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