Uma denúncia que causa revolta e chama atenção chegou à reportagem do Cariri Notícias. Uma mãe procurou nossa equipe para relatar uma situação envolvendo seu filho de apenas 3 anos, autista e não verbal, matriculado na rede pública municipal de ensino de Barbalha.
Segundo a mãe, o caso aconteceu no CEI Maria das Graças. Ela afirma que, desde que o filho começou a frequentar a unidade, a criança teria enfrentado dificuldades para permanecer na escola. De acordo com o relato, a família chegou a ouvir que a creche não teria condições de receber o menino.
A situação mais grave, segundo a denúncia, aconteceu quando a mãe recebeu o filho após o período escolar e percebeu marcas no rosto da criança. Ela relata que o menino teria sido deixado trancado dentro do banheiro da instituição.
“Meu filho autista de 3 anos, não verbal, estava trancado ontem no banheiro porque deixaram. Desde que entrou na creche não aceitaram ele. Só aceitaram por impulso”, relatou a mãe.
Ainda conforme a responsável, duas cuidadoras teriam sido colocadas para acompanhar a criança, mas ela afirma que as profissionais não teriam experiência com crianças autistas.
A mãe conta que a escola não teria chamado a família para uma conversa detalhada sobre o ocorrido e que teria sido informada apenas que a criança ficou poucos minutos no banheiro. Ela afirma ainda que, em outras ocasiões, teria sido orientada a buscar o filho mais cedo porque diziam que ele não teria condições de permanecer na escola durante todo o período.
O caso gera questionamentos sobre a inclusão de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na rede pública e sobre a necessidade de profissionais preparados para garantir segurança, acolhimento e acompanhamento adequado.
A reportagem do Cariri Notícias entrou em contato com a assessoria da Prefeitura de Barbalha e com a Secretaria Municipal de Educação para buscar esclarecimentos sobre a denúncia. Foram enviadas mensagens e também foram realizadas tentativas de ligação, porém, até o fechamento desta matéria, não obtivemos nenhuma resposta.
O espaço segue aberto para que a gestão municipal e a unidade de ensino possam se manifestar sobre o caso.






