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A Secretaria de Saúde de Juazeiro do Norte abriu uma investigação para esclarecer se a morte de um homem de 56 anos está ligada à ingestão de bebida alcoólica contaminada por metanol. O caso mobiliza equipes da pasta municipal, da Vigilância Sanitária e do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), que atuam em conjunto para rastrear a origem do produto consumido.
Técnicos visitaram a casa da vítima e recolheram uma garrafa parcialmente cheia, apontada pela família como sendo a última bebida ingerida pelo homem antes de passar mal. Uma amostra idêntica foi encontrada no comércio onde a compra foi realizada. Embora o produto tenha registro regular no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e não apresente sinais visuais de adulteração, foi encaminhado para análise laboratorial.
A apuração teve início após os médicos identificarem sintomas compatíveis com intoxicação por metanol. O paciente, que possuía histórico de consumo crônico de álcool e outras comorbidades, deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Lagoa Seca na noite de 8 de outubro, apresentando dor abdominal intensa, falta de ar, náuseas e pressão arterial baixa. Apesar das medidas de suporte clínico, seu estado piorou durante a madrugada, levando à morte no dia 9.
Com base nesses indícios, a Sesau informou que o caso foi classificado como suspeito e está sendo acompanhado conforme o protocolo do Ministério da Saúde. De acordo com a Nota Técnica nº 360/2025, devem ser observadas situações em que, após consumir bebida alcoólica, a pessoa apresente sintomas persistentes de embriaguez — acompanhados de desconforto gástrico, visão turva, manchas no campo visual ou perda de nitidez.
A secretaria reforça que todas as notificações são essenciais para prevenir novos casos e garantir o rastreamento rápido de possíveis fontes de contaminação. Os resultados laboratoriais devem confirmar ou descartar, nos próximos dias, a presença de metanol na bebida e a relação direta com o óbito.






